Sobre o terremoto em Kumamoto

POR ANTÔNIO CARLOS BORDIN/ALTERNATIVA

Confira o relato de Neusa Emiko Miyata, que vive perto de Mashiki, uma das cidades mais afetadas

A psicóloga brasileira Neusa Emiko Miyata reside na cidade de Kumamoto (província de mesmo nome) e contou para a Alternativa a experiência de ter sentido um forte terremoto.
O hall do prédio onde a brasileira mora sofreu avarias. “Durante o tremor não conseguimos ficar em pé. Aqui são dois prédios de 14 andares conectados por um único hall. Os edifícios balançaram muito, mas não sofreram avarias. Só o hall ficou achatado, com rachaduras e parte do teto caiu”, conta.

“Durante o tremor não conseguimos ficar em pé” diz brasileira que mora em Kumamoto

O terremoto de magnitude 6,5 e intensidade de 7 graus na escala japonesa ocorreu na noite de quinta-feira (14) em Kumamoto, atingindo também outras províncias da região Kyushu. Réplicas (abalos secundários) estão sendo registrados na região.
A tragédia deixou nove mortos e mais de mil feridos, segundo informou a emissora NHK às 11h30 desta sexta.
Emiko publicou um vídeo no seu perfil no Facebook no momento em que deixava o prédio por volta das 22h de quinta-feira (14). Ela contou que reside no 11º andar e teve que descer pela escada, já que o elevador estava parado.
Emiko e o marido Akira foram direto para o Hospital da Cruz Vermelha, onde ele é vice-diretor. “Chegando lá os feridos graves ou leves já estavam sendo atendidos”, conta.
Emiko disse que ela e o marido saíram do hospital por volta das 3h30, mas a população da região continuou sofrendo com os chamados tremores secundários. Em seus cálculos foram mais de 100, sendo quatro muito fortes.
Como o refeitório do hospital estava fechado, com todo o estoque de alimentos sendo voltado aos feridos do terremoto, Emiko relata que encontrou supermercados 24 horas fechados.
Ela e o marido então entraram em uma loja de conveniência. “Era meia-noite e não havia mais comida. Muita gente já havia comprado tudo, só sobrando bebidas. Foi nessa hora que deu dois tremores fortes”, relata.
A brasileira mora a meia hora de carro de Mashiki, uma das cidades mais atingidas pelos abalos.

Este conteúdo – assim como as respectivas imagens, vídeos e áudios – é de autoria e responsabilidade do Alternativa Online

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