Lançamento do Livro Projeto Kaeru: 10 anos

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Dicas de férias 2018

Como acontece todos os anos, antes das férias, o blog do Projeto Kaeru posta uma lista com sugestões de atividades nas férias. Este ano, a apostila que pode ser baixado neste post, conta com dicas de lazer e cultura em São Paulo, sites para se divertir, dicas de leitura, receitas, passatempos e também uma lista cursos (online e presenciais) para se fazer. A apostila também conta com uma seção que lista bolsas de estudo oferecidas pelo Japão.

Para baixar o documento, basta clicar no ícone abaixo.

Boas férias!

 

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Festa de Natal do Projeto Kaeru 2018

Aconteceu no último sábado, dia 01 de dezembro, a tradicional festa de natal do Projeto Kaeru, que contou com a presença de muitas autoridades, inclusive japonesas, além de atrações que deixaram o público encantado, como gincanas e brincadeiras, fora o almoço preparado peo staff da Escola Bartolomeu de Gusmão.

Confira as fotos do evento:

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Conferência sobre assistência aos brasileiros no exterior em Brasília

Matéria originalmente postada no site PORTAL MIE

A assistência aos brasileiros das comunidades no exterior, incluindo o Japão, foi tema da conferência: violência, saúde mental e tráfico de pessoas.

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As comunidades brasileiras no exterior, estimadas em uma população de 3 milhões de pessoas espalhadas por cerca de 50 países, enfrentam, muitas vezes, dificuldades na imigração relacionadas a tráfico de pessoas, exploração de mão de obra, violência de gênero e problemas de saúde mental.

Para melhorar a assistência a brasileiros que passam por situação de risco no exterior, o Itamaraty promoveu em Brasília a 1.ª Conferência sobre Assistência Consular: Tráfico de Pessoas, Violência de Gênero e Problemas Correlatos, de 27 a 29 deste mês.

Participaram dos debates psicólogos da rede consular, funcionários de consulados, além de acadêmicos. O encontro é promovido em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) e a União Europeia.

Segundo a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Luiza Lopes da Silva, a pasta identificou que os problemas são mais recorrentes em nove países da Europa, Estados Unidos, Canadá, Guiana Francesa, Guiana e Suriname, Japão, Austrália e Líbano.

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Embaixadora Luiza Lopes conta que as irregularidades ocorrem em diversas partes do mundo José Cruz/Agência Brasil

América do Sul e EUA

Na América do Sul, os casos mais graves envolvem tráfico de pessoas, exploração de trabalhadores e violência de gênero no chamado Arco das Guianas por causa do garimpo. “Temos pelo menos 30 mil garimpeiros brasileiros ali e atrás deles vem toda uma comunidade brasileira para fornecer serviços e comércio de todo tipo incluindo prostituição”, disse a diplomata.

Nos Estados Unidos, com cerca de 1,1 milhão de brasileiros, a maioria dos problemas que chega aos postos consulares está relacionada à violência doméstica, com predomínio de mulheres brasileiras casadas com estrangeiros, e à exploração da mão de obra.

“A falta de proficiência no idioma, incapacidade de se colocar no mercado de trabalho, dependência financeira, falta de rede de apoio e os choques culturais com a família do cônjuge trazem vulnerabilidade à mulher. Uma vulnerabilidade adicional é se houver filhos menores, o que impede o divórcio e o retorno ao Brasil”, diz Luiza Lopes.

Assistência aos brasileiros do Canadá

Nos casos verificados de exploração no trabalho, a situação imigratória irregular deixa muitos brasileiros expostos a situações sem garantias trabalhistas e sem segurança jurídica no emprego

No Canadá, com uma comunidade brasileira estimada em 86 mil, os problemas de saúde mental estão entre os mais verificados. Os transtornos psicológicos relacionados ao isolamento, ao longo e rigoroso inverno, à dificuldade de adaptação ao novo país são agravados por dificuldades econômicas e profissionais, quando o migrante tem que submeter a empregos de baixa qualificação ou informais. “O imigrante perde as referências culturais e a rede de apoio de família e amigos”, destaca a embaixadora.

Tráfico de pessoas

Na Europa, com aproximadamente 1 milhão de brasileiros, os casos registrados de tráfico de pessoas estão relacionados à exploração da prostituição em sua maioria. Na França e, sobretudo na Itália, o Itamaraty identificou a exploração de transexuais e travestis na indústria do sexo. “A comunidade trans também é vítima de violência de gênero, e as redes de exploração são de brasileiros”, afirmou Luiza.

No Japão: saúde mental, violência e aumento de idosos

De acordo com a embaixadora, os agentes consulares no Japão lidam predominantemente com casos de saúde mental, envolvendo abuso de drogas e álcool, e de violência contra a mulher. Luiza também destaca a ocorrência de situações de abuso, maus-tratos e negligência a menores.

Com o envelhecimento da comunidade brasileira no país asiático, estimada em 180 mil, um novo fenômeno está preocupando o Itamaraty: o abuso psicológico e financeiro de idosos brasileiros pelas famílias com relatos de negligência em situações de doença ou dificuldades relacionadas à idade avançada.

Austrália e Líbano

Na Austrália e no Líbano, os problemas mais recorrentes são os casos de violência contra a mulher em casamentos com cônjuges estrangeiros, que podem resultar em transtornos como ansiedade e depressão.

A embaixadora lembra que a primeira geração que imigra lida com problemas inesperados. “Poucas migram em condições ideais, no emprego dos sonhos. Enfrentam muitas dificuldades e inseguranças, se submetem a situações difíceis, a empregos informais com carga horária pesada, sem segurança jurídica, a maridos violentos que fazem chantagem com o visto. Muitos migram sem saber nada disso.”

Entre os resultados esperados da conferência estão o compartilhamento de experiências e a capacitação dos agentes consulares para identificar os sinais de problemas que atingem os brasileiros no exterior.

Fonte: Agência Brasil

Para ler a matéria original, clique aqui.

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Jovens americanos têm níveis de sofrimento psicológico sem precedentes face às gerações anteriores

Matéria originalmente postada no site Visão

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A Geração Z tem mais percepção de stress e insegurança do que as gerações mais velhas e é a primeira a admitir maior necessidade de terapia, revela estudo da Associação Americana de Psicologia

Já se sabia que os Estados Unidos são imbatíveis… nos números respeitantes à doença mental. Os estudos epidemiológicos disponíveis permitem afirmar que nem mesmo Portugal, que ocupa um lugar cimeiro na União Europeia nesta área, com pelo menos uma em cada cinco pessoas a ter perturbações mentais, tem um retrato tão assustador.

Se os nativos digitais e os jovens escolarizados parecem mostrar-se mais vulneráveis a sintomas ansiosos e depressivos, agora já possível confirmá-lo. O mais recente estudo encomendado pela Associação de Psicologia Americana (APA) à The Harris Poll – Stress in America: generation Z- traça um panorama sombrio para quem nasceu e cresceu naquela que era, no século passado, conhecida pela Terra das Oportunidades. A sondagem online, realizada numa amostra de 3458 adultos e complementada por entrevistas a 300 jovens com idades entre os 15 e os 18 anos, permitiu concluir que a entrada na maioridade é vivida com grande sobressalto e estados de alerta, apenas comparáveis aos da geração anterior, os Millennials, que até ao momento eram os campeões do stresse, fruto de uma educação individualista e centrada no sucesso, da pressão das tecnologias e do impacto da realidade virtual no quotidiano.

“ESTE MUNDO NÃO É PARA NOVOS”

O estudo comparativo revela que a saúde mental da Geração Z deixa muito a desejar. Os mais velhos são quem afirma sentir-se muito bem psicologicamente (74%), mas a percepção de bem-estar subjetivo decai à medida que se recua na idade e entre os 15 e os 21 anos menos de metade diz estar em boa forma mental (apenas 45%). Como era previsível, entre os que receberam, ou pensam vir a precisar de recorrer à ajuda de um psicoterapeuta, os inquiridos com 73 e mais anos ficaram no fim da lista (15%). Em contrapartida, os adolescentes e jovens adultos ocuparam a linha da frente (37%), ultrapassando mesmo a geração que os antecede (com idades entre os 22 e os 39 anos). Mais de 90% dos “Z” afirmaram ter experimentado pelo menos um sintoma físico ou emocional associado a stresse (58% de estados depressivos e 55% com falta de interesse, energia e motivação).

 

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A que se deve tanto mal-estar e fragilidade? No país governado por Trump, as armas têm má história e má fama, com violência a marcar os telejornais. Estas realidades são perturbadoras para os adultos, embora consigam ser mais impactantes para os jovens. Assim, enquanto os adultos se sentem ameaçados pelas notícias de tiroteios (62%), suicídios (44%) mudanças climáticas (51%), deportações de imigrantes e das famílias de migrantes (45%) e o assédio sexual (39%), a percepção de stresse dos “Z” é superior a estes valores numa proporção entre 12 e 18 por cento.

Depois do célebre Young Americans, do britânico David Bowie, ter trazido à superfície questões polémicas que marcaram – e marcam ainda – o ADN da cultura norte-americana, há 43 anos, o álbum permanece mais atual do que nunca. Ainda não havia geração Z quando o génio camaleão cantou “This is not America”, mas os jovens americanos nascidos na era da internet, dos crashes bolsistas e do aquecimento global ingressam na idade adulta como quem entra num cenário da Guerra dos Tronos: uma odisseia em que a probabilidade de ir ao fundo é grande e terrivelmente assustadora.

Entre as fontes adicionais de stresse com que eles se debatem, surgem as dificuldades de socialização com os pares (35%), as dívidas associadas ao percurso académico (33%) e a incerteza do mercado imobiliário (31%). Embora com menor expressão, outras preocupações os consomem: o medo de não ter sustento numa base estável (28%), o abuso de álcool e drogas no seio familiar (21%) – que pode, ainda que indiretamente, ter sido ampliado pela liberalização do consumo recreativo – e as questões associadas à orientação sexual e de identidade de género (21%), num ano marcado por mudanças políticas e sociais neste domínio.

Matéria originalmente postada no site Visão.

Para acessar a versão original, clique aqui

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Pesquisa investigará diagnóstico de autistas a brasileiros em escolas do Japão

Matéria originalmente postada no site Folha de São Paulo.

Seis cidades com concentração de decasséguis terão dados mapeados; meta é reduzir problemas

Por Ana Estela de Sousa Pinto, da Folha

Escolas de seis localidades no Japão serão palco de uma pesquisa que vai investigar as taxas de alunos brasileiros diagnosticados como autistas e enviados para classes especiais.

O projeto, divulgado no final de outubro é do Instituto para a Engenharia do Futuro (Ifeng), um dos principais centros de pesquisa em política pública do Japão.

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Alunos Japoneses aguardam a passagem de líderes do G7 em Ise, no Japão / Reuters

A necessidade de um levantamento vinha sendo discutida com o Ministério da Educação do Japão pela Embaixada do Brasil havia dois anos, quando dados extraoficiais indicaram que a porcentagem de brasileiros identificados como autistas no sistema de ensino japonês era o triplo da de japoneses.

Segundo levantamentos feitos por organizações não governamentais, são 6% os filhos de decasséguis diagnosticados como autistas pelo sistema de ensino japonês, enquanto a taxa é de 2% entre os japoneses (na média global, segundo a Organização Mundial de Saúde, 0,62% das crianças recebem esse diagnóstico).

No Japão, o aluno diagnosticado como autista é encaminhado para salas especiais e nunca mais consegue se reintegrar no ensino regular, o que afeta seu futuro para sempre.

Havia dificuldades burocráticas, no entanto, para atacar o problema: como o ensino não é obrigatório para crianças estrangeiras, o governo federal japonês não tem estatísticas centralizadas.

Por isso, os pesquisadores vão centrar esforços nos dados municipais, em regiões com presença importante de filhos de decasséguis. Além de números, o estudo vai mapear como é feito o diagnóstico e como é o ensino nas classes especiais.

Foram escolhidas quatro cidades industriais com mais de 5.000 brasileiros —Hamamatsu (em Shizuoka), Toyohashi e Toyota (em Aichi) e Oizumi (Gunma)— e duas nas quais a industrialização recente fez a porcentagem de brasileiros crescer rapidamente —Echizen (Fukui), Izumo (Shimane).

O trabalho também vai comparar os dados desses locais com os de Minato, em Tóquio, que concentra imigrantes brasileiros de maior escolaridade.

Pelo cronograma proposto, os resultados sairiam no segundo semestre do ano que vem. O custo previsto, de 6,2 milhões de ienes (cerca de R$ 205 mil), será bancado com recursos do governo brasileiro, de comunidades brasileiras no Japão e de entidades como a Associação das Damas Latino-Americanas.

A embaixada liderou a negociação com o Ministério da Educação do Japão, mas o levantamento será coordenado pela Sabja (Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão), organização não governamental que dá apoio psicológico e orientações a decasséguis, “para garantir credibilidade acadêmica e independência”, segundo o embaixador André Corrêa do Lago.

Com os resultados na mão, “começa uma nova etapa de interlocução entre a comunidade brasileira e o governo japonês, baseada em informação de qualidade”, diz Corrêa do Lago.

“Não adianta ficar só reclamando e citando problemas sem se basear em um estudo aprofundado.”

Para Michie Afuso, diretora da ABC Japan, que dá apoio à comunidade brasileira em Yokohama, um dos principais obstáculos para os filhos de decasséguis é a dificuldade de comunicação dos pais (que muitas vezes não dominam o idioma) com a escola.

Com o apoio do governo de Kanagawa, a entidade procura facilitar essa comunicação para reduzir a evasão escolar e facilitar a volta das crianças à escola.

Outra tática para aumentar as chances de sucesso dos alunos brasileiros é que escolas brasileiras no Japão deem aulas de reforço, sugere trabalho encomendado pela embaixada ao pesquisador da UnB Maurício Soares Bugarin, que estuda de perto questões educacionais japonesas desde 2009.

“Isso não só potencializa a adaptação dos alunos brasileiros às escolas japonesas. Também os ajuda a manter a brasilidade. Abre um caminho para que os brasileiros repitam no Japão o que os japoneses fizeram no Brasil: integrar-se mantendo suas especifidades culturais”, diz o embaixador Corrêa do Lago.

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Os desafios da Educação no Brasil

Jornal da USP oferece sua contribuição para o debate dos rumos da educação no próximo quadriênio com uma série de reportagens abordando o tema.

Escola Municipal

Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O Jornal da USP realizou uma série de matérias com o tema “Os desafios da educação no Brasil”, oferecendo sua contribuição para o tema.

Neste Especial, o jornal oferece um apanhado de materiais, para contribuir para o debate dos rumos da educação no próximo quadriênio, no qual os governantes eleitos terão a responsabilidade de propor e implementar soluções.

Para acessar a matéria, clique aqui.

 

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