Projeto: 100 livros para conhecer melhor o Japão

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A Associação Central Nipo-Brasileira veio, durante muito tempo, oferecendo assistência à comunidade Nikkei do Brasil no estudo da língua japonesa e na preservação da tradição e cultura japonesa no Brasil. Mas, passando as gerações, o uso e o aprendizado da língua japonesa se tornaram muito difícil. Assim, concluímos que é importante não restringir a oportunidade de conhecer a cultura japonesa somente à comunidade que já tem conhecimento da língua como, no caso, a comunidade Nikkei, mas ampliá-la a toda a sociedade brasileira para que, mesmo os que não compreendem a língua, possam ter chances de conhecer a cultura japonesa. Assim, iniciamos, com esse objetivo, o Projeto “100 livros para conhecer melhor o Japão”.

Já foram publicados vários livros sobre o Japão no Brasil em português, muitos dos quais saíram graças à assistência da Fundação Japão. Além disso, encontram-se considerável número de materiais bibliográficos (literatura, história e outros) traduzidos por pessoas particulares. Diante dessa situação, pensamos que seria oportuno dar indicações úteis na escolha de livros para se conhecer melhor o povo, a língua, a cultura e a sociedade japonesa.

A Associação Central Nipo-Brasileira com a colaboração do Centro de Informação para Colaboração Social e Internacional da Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio (TUFS) e o Setor de Japonês do Instituto de Letras, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), fizeram um levantamento da bibliografia sobre o Japão publicada no Brasil em português do qual foram selecionados 100 livros que podem ser lidos para se conhecer melhor o Japão.

 Consideramos que a presente lista é apenas o primeiro passo do nosso projeto e ainda há muito o que fazer para um melhor aproveitamento desta lista. Ressalta-se também a necessidade de se fazer o colecionamento dos livros e doação deles para bibliotecas e outros institutos de estudos japoneses para que estes estejam, de fato, disponíveis a todos. 

Associação Central Nipo-Brasileira

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Distúrbio de desenvolvimento

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Clique neste link e leia uma matéria sobre distúrbio de desenvolvimento (em japonês).

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Workshop de Mandala

No último sábado, dia 29, tivemos o workshop de Mandala, que contou Com a presença de mais de 40 pessoas, todos puderam soltar a criatividade montando mandalas inusitadas e coloridas. Após as atividades, compartilhamos de um saboroso lanche., prometendo um reencontro breve,
Confiram as fotos
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Estrangeiros em números

Relatório do Ministério da Justiça Japonesa sobre os números de estrangeiros (em japonês)

Para acessar, clique aqui

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No Brasil, apenas 8% têm plenas condições de compreender e se expressar

Karina Yamamoto
Do UOL, em São Paulo

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Foi isso mesmo que você leu no título: apenas 8% das pessoas em idade de trabalhar são consideradas plenamente capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Ou seja, oito a cada grupo de cem indivíduos da população.

Eles estão no nível “proficiente”, o mais avançado de alfabetismo funcional em um índice chamado Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional). Um indivíduo “proficiente” é capaz de compreender e elaborar textos de diferentes tipos, como mensagem (um e-mail), descrição (como um verbete da Wikipedia) ou argumentação (como os editoriais de jornal ou artigos de opinião), além de conseguir opinar sobre o posicionamento ou estilo do autor do texto.

Também é apto a interpretar tabelas e gráficos como a evolução da taxa de desocupação (veja que tipo de gráfico é nesta notícia) e compreende, por exemplo, que tendências aponta ou que projeções podem ser feitas a partir desses dados.

Outra competência que o “proficiente” tem é resolver situações (de diferentes tipos) sendo capaz de desenvolver planejamento, controle e elaboração.

Numa situação ideal, os estudantes que completam o ensino médio deveriam alcançar esse nível — no Brasil, o ensino médio completo corresponde a 12 anos de escolaridade.

Para a professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Ana Lúcia Guedes-Pinto, essa defasagem reflete as desigualdades socioeconômicas históricas no país e aponta para a necessidade de mais investimento na educação básica e pública.

“Ainda não atingimos [bons] níveis de alfabetismo”, diz a docente do departamento de ensino e práticas culturais da Faculdade de Educação. “[Os proficientes] ainda é um grupo muito pequeno, de elite”, completa Guedes-Pinto.

Há cinco níveis de alfabetismo funcional, segundo o relatório “Alfabetismo e o Mundo do Trabalho”: analfabeto (4%), rudimentar (23%), elementar (42%), intermediário (23%) e proficiente (8%). O grupo de analfabeto mais o derudimentar são considerados analfabetos funcionais.

O estudo foi conduzido pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro) e pela ONG Ação Educativa. No conjunto, foram entrevistadas 2002 pessoas entre 15 e 64 anos de idade, residentes em zonas urbanas e rurais de todas as regiões do país.

Clique aqui para fazer download do estudo “Alfabetismo no Mundo do Trabalho” (arquivo em .pdf)… – Veja mais em https://educacao.uol.com.br/noticias/2016/02/29/no-brasil-apenas-8-escapam-do-analfabetismo-funcional.htm?cmpid=copiaecola

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Jovens não precisam de 13 razões para se matar

O suicídio é o tema do momento. Mas em vez de falarmos sobre o problema estamos preferindo a saída fácil de achar culpados.

Por Daniel Martins De Barros

Muitas pessoas me pediram para falar sobre a série 13 reasons why, enorme sucesso do Netflix que conta a história de uma jovem se mata depois de gravar fitas dizendo as razões para seu ato. Coincidência ou não, nesse mesmo período o tal desafio da Baleia Azul começou a ser comentado (no Brasil, porque a notícia é velha), trazendo para o primeiro plano o tema do suicídio entre jovens.

Infelizmente, contudo, as respostas fáceis fazem sucesso e rapidamente ganham ares de verdade, já que o raciocínio simplista é sempre preferido ao trabalhoso exercício de pensar. E assim, em vez de aproveitarmos o gancho para discutir seriamente o suicídio, criamos um pânico em torno de um seriado, de um jogo, de uma moda qualquer, como se elas fossem as culpadas pelo problema. Cacemos a baleia azul. Censuremos o seriado. Quebremos o termômetro para não ver a febre. Em que momento da vida o adulto fica tão distante do jovem a ponto de não ser mais capaz de compreendê-lo? Todo mundo sabe que os adolescentes são impulsivos, imaturos etc. Mas acreditamos mesmo que eles são tão estúpidos a ponto de se matar porque um jogo mandou? Ou porque viram na TV? Sério? Ou será que são pessoas já com alto risco de se matar que encontram nisso um estímulo final?

O suicídio é um grave problema no mundo todo – a cada 40 segundos alguém se mata no planeta. Entre os jovens, é a segunda causa de morte. E é nessa faixa etária que o comportamento mais cresce. Só que tudo isso já vem acontecendo antes de Baleia Azul, internet, Netflix, Hannah Baker ou youtubers. Na base de dados de mortalidade da Organização Mundial da Saúde é possível criar gráficos com vários tipos de informação. Eu pesquisei um pouco sobre prevalência de morte por suicídio entre pessoas de 15 a 24 anos nas últimas três décadas e montei o seguinte gráfico:

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Ou seja, pelos menos desde meados dos anos 80 a taxa de suicídio nessa população praticamente só faz crescer. E vamos continuar achando que o problema é um jogo? O jogo, o seriado, as notícias espetaculosas, tudo isso pode sim contribuir para a morte de jovens. Desde que eles estejam doentes – estima-se que em até 90% dos casos de suicídio um transtorno mental esteja presente – e não se tratem.

Para um adolescente se matar, portanto, não existem 13 razões porquê. Existe praticamente só uma: nosso preconceito com os transtornos mentais. Sim, pois não basta ter depressão para cortar os pulsos – é preciso que essa dor seja negligenciada, estigmatizada. Isso aumenta a culpa de quem sofre, acrescentado mais camadas ao sofrimento. E de quebra ainda reduz a chance de procurar tratamento. Até que a angústia se torna insuportável. Aí sim, ver um seriado, receber um desafio, o que for, pode estimular a busca por uma saída trágica.

Matemos a baleia azul. Vetemos os seriados. Façamos o diabo. Mas enquanto não compreendermos que os transtornos mentais são sérios, são comuns e não são motivo de vergonha, facilitando o acesso ao tratamento de todas as formas possíveis, sempre haverá uma nova moda para empurrar quem está à beira do precipício.

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Dado alarmante mostra que 320 estudantes cometeram suicídio no Japão em 2016

Especialistas criticaram sistema “ineficaz” de prevenção ao suicídio entre crianças e adolescentes

Crédito: Ana Laura Kawabe/Alternativa – 21/04/2017 – Sexta, 14:49h

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Tóquio – Enquanto o índice geral de suicídios no Japão apresenta queda, os dados que mostram os casos apenas entre crianças e adolescentes parecem seguir na direção contrária.
Nesta sexta-feira (21), o jornal Asahi divulgou em uma reportagem os dados publicados pela Agência Nacional de Polícia. Durante o ano de 2016, 320 crianças e adolescentes tiraram a própria vida em todo o país.
Dados mais detalhados mostram que, deste número, 12 eram alunos do primário (shougakkou); 93 estavam matriculados no ensino ginasial (chuugakkou) e 215 eram estudantes de ensino médio (koukou).
Aproximadamente dois terços do total de mortes eram de meninos, outro dado que chamou a atenção das autoridades.
O índice geral de suicídios no Japão atingiu o pico em 2003, ano em que 34.427 pessoas tiraram a própria vida. Desde então, os registros baixaram e, em 2016, o dado ficou em 21.897 vítimas.
A queda no registro mostra um bom resultado relacionado à Lei Básica de Prevenção ao Suicídio, que passou a valer em 2006. Medidas como a possibilidade de consultas para quem pensa em tirar a própria vida foram adotadas.
Entre os estudantes, o índice ficou próximo da casa dos 300 em 2010 e, desde então, tem apresentados registros parecidos todos os anos. Houve inclusive o pico de 350 mortes em um ano.
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, a idade que mais acontecem casos é de 15 a 19 anos. Em segundo lugar, as mortes de jovens entre 10 e 14 anos se destacam.
O “ijime” (bullying) de fato é uma das causas, mas não é o único motivo que leva pessoas tão jovens a tirar a própria vida. Os dados da polícia mostram que 36,3% dos casos são relacionados a problemas escolares.
Em 23,4% dos suicídios de jovens, o problema teria sido provocado por questões familiares. Problemas de saúde, como a depressão, é a causa de 19,7%.
Entre os “problemas escolares”, seis casos foram comprovados como mortes provocadas por atos de bullying.
O professor da Universidade de Tsukuba e especialista em prevenção ao suicídio, Yoshimoto Takahashi, alertou para os variados motivos que levam ao ato extremo.
“Os suicídios de crianças podem ocorrer por bullying, mas também por problemas na família e psicológicos. São várias causas que aumentam as chances e algo ocorre e se torna a gota d’água. O bullying é um problema sério, mas apenas prevenir o ‘ijime’ não é suficiente para acabar com o suicídio”, analisou.
Neste sentido, a crítica vai para o atual sistema japonês que, segundo a reportagem, não consegue identificar com clareza as razões e não é possível adquirir estas informações apenas com as estatísticas.
Nos casos em que há suspeitas de ijime, as ações ocorrem através da Lei de Promoção de Prevenção ao Bullying. A escola e o Comitê de Educação Infantil do município são obrigados a identificar a causa e a trabalhar na prevenção.
Nos casos que não possuem relação com o ijime, há um interesse em que o Ministério da Educação, bem como a escola e o Comitê responsável investiguem. Porém, se a morte não ocorrer por motivações relacionadas ao ambiente escolar, nenhum desses órgãos é obrigado a se envolver.
De acordo com um professor de 60 anos, que trabalhava em uma escola ginasial no norte do Japão, um caso que ocorreu há alguns anos mostrou bem o quanto os órgãos públicos ignoram o suicídio provocado por motivações não relacionadas ao ambiente escolar.
“Lembro que uma aluna tentou cometer suicídio e o problema passou a ser investigado. Porém, quando o Comitê de Educação percebeu que a causa não tinha a ver com a escola, disse que o assunto não era com eles. A vida das crianças é muito importante, tem que prevenir todas as causas”, disse.
Este conteúdo – assim como as respectivas imagens, vídeos e áudios – é de autoria e responsabilidade do Alternativa Online.
Foto: iStockphoto
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