Número de crianças estrangeiras fora do ensino básico no Japão pode chegar a 20 mil

O Ministério da Educação japonesa, após uma pesquisa feita por eles em relação a crianças estrangeiras fora das escolas no arquipélago, divulgou os resultados encontrados no final de setembro. Os resultados apontam para a possibilidade da existência de aproximadamente 20 mil crianças em idade de educação básica (ensino fundamental) fora das escolas. O relatório pode ser acessado no seguinte link:

http://www.mext.go.jp/b_menu/houdou/31/09/1421568.htm

O Jornal Mainichi Shinbum publicou por  dias seguidos matérias relativas à questão dos distúrbios de desenvolvimento e crianças estrangeiras em classes especiais. Dados são, igualmente, do Ministério da Educação Japonesa.

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Seminário Kaeru Japan 2019

Como todos os anos, aconteceu o Seminário Projeto Kaeru Japan entre setembro e início de outubro. Esse ano, diferentemente desses últimos 10 anos, aconteceu em poucas cidades devido à mudança na forma de gestão e de metas estabelecidas pelo departamento responsável da Mitsui Bussan. As cidades onde os eventos aconteceram foram: Kuwana (Mie ken), Toyota e Miyoshi (Aichi ken) e Hamamatsu (Shizuoka ken).

Os nossos profundos agradecimentos a todas as pessoas que nos procuraram, amigos e colaboradores que, mesmo de longe, de províncias e cidades distantes vieram nos ver e àqueles que não puderam vir mas mandaram suas mensagens.

OS livros de feltro confeccionados em parceria com a Fundação Japão das mãos de inúmeros voluntários que se propuseram a colaborar com o envio desses livros para creches e locais de atendimento a crianças brasileiras no Japão, foram entregues em algumas localidades. Embora muitos tenham se encantado e solicitado a doação, infelizmente, não poderemos atender a todos. Só foi possível levar alguns mas estaremos pensando em logísticas para que possamos entregar todos os livros confeccionados.

Confiram algumas fotos:

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Alunos brasileiros são colocados em classes especiais no Japão sem conhecimento dos pais

Notícia originalmente postada no Portal Alternativa Online.

O fato ocorre apesar de um aviso do governo dizendo que “as opiniões dos pais devem ser respeitadas na medida do possível”

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Tóquio – Muitas crianças estrangeiras no Japão estão sendo colocadas em classes especiais contra seus desejos em meio à falta de um consenso com escolas e médicos, devido à dificuldade de entender o idioma japonês. As informações são do jornal Mainichi.
O fato ocorre apesar de um aviso emitido pelo Ministério da Educação em 2013 sobre o local onde as crianças com dificuldade de aprendizagem devem estudar, afirmando que “as opiniões da criança e de seus pais devem ser respeitadas na medida do possível”.
Uma menina brasileira de 14 anos de idade, nascida no Japão e atualmente no segundo ano do ensino médio (koukou), foi colocada em uma classe de educação especial quando estava no primário (shougakkou), sem que sua mãe recebesse explicações suficientes.
A mãe da menina veio ao Japão há 15 anos e logo começou a trabalhar em uma fábrica de autopeças por cerca de 11 horas por dia. Ela não teve tempo suficiente para checar os trabalhos escolares da filha.
Um dia, quando a menina estava no quarto ano do primário, a mãe descobriu que ela não sabia fazer conta de multiplicação. “Você não aprendeu isso na escola?”, perguntou a mãe à filha, que respondeu: “Nós plantamos e colhemos batatas na escola.”
A escola alegou que estava educando de acordo com o nível das crianças e argumentou que a mãe assinou um documento dizendo que sua filha participaria de uma classe na qual matérias difíceis seriam ensinadas aos alunos individualmente.
Não houve teste de capacidade intelectual ou outro método de verificação realizado com antecedência, e a mãe pensou que a escola ensinaria tópicos que a filha tinha dificuldades em aprender.
No entanto, a menina não aprendeu quase nada. Mais tarde, quando ela se mudou para outra escola e fez um teste de capacidade intelectual no sexto ano, seu aprendizado era de uma criança de 6 ou 7 anos. Agora no ensino médio, ela permanece em uma classe de educação especial.
Uma brasileira que já se formou descreveu essas classes de educação especial como “campos de prisioneiros para brasileiros”, pois viu muitos amigos sendo incentivados a participar dessas aulas.
Um menino brasileiro de 8 anos, agora no terceiro ano do primário, foi aconselhado a participar de uma aula de educação especial no verão de 2017, quando estava no primeiro ano. A escola alegou que ele não ficava quieto, levantava-se da cadeira e andava durante as aulas.
Durante um teste de capacidade intelectual, descobriu-se que ele tinha um nível proporcional à sua idade, mas foi considerado inferior em relação às habilidades no idioma japonês. Sua mãe enfatizou que ele deveria frequentar uma classe comum na escola, mas seu professor permaneceu firme, dizendo que era uma “questão intelectual”.
As discussões continuaram, e o garoto entrou no segundo ano. Ele conseguiu um novo professor e parou de andar na sala de aula. A conversa sobre ele ingressar na educação especial cessou posteriormente. A mãe acha que o primeiro professor estava tentando levar seu filho para uma educação especial devido à incapacidade de instrui-lo.
O vice-diretor da escola disse que o aluno pode entrar em uma classe especial com base em exames e após o consentimento dos pais. Mas ele mesmo reconheceu: “Quando o número de estrangeiros aumenta em uma classe, o progresso de aprendizado dos estudantes japoneses fica atrasado. Na medida do possível, os estudantes estrangeiros devem ir às classes especiais para serem ensinados individualmente.”
Mesmo quando se reconhece que uma criança tem uma deficiência, há casos em que os pais não recebem explicações suficientes sobre os testes de capacidade intelectual.
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Toyota paralisa fábricas no sudoeste do Japão por causa de inundações

A Agência Meteorológica emitiu alerta máximo para fortes chuvas

Crédito: Masamichi Maeda, com Reuters – 28/08/2019 – Quarta, 14:28h
Notícia originalmente postada no site Alternativa Online.

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Para ler a matéria original, clique aqui.
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Kodomo Shokudo: ação social e voluntária que salva as crianças

Notícia originalmente postada no Portal Mie

Apesar do Japão ser uma nação desenvolvida há crianças de famílias em estado de pobreza. A existência do Kodomo Shokudo ajuda e muito!

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Local onde as crianças podem ir sozinhas para receber refeição e socializar (divulgação)

Para compreender o que é Kodomo Shokudo (こども食堂), o conceito é proporcionar local para servir refeição a zero iene ou de baixíssimo custo, onde qualquer criança possa ir sozinha.

Não existe uma definição rígida. Há refeitórios onde mãe e filhos podem ir, crianças cujos pais trabalham até tarde, enfim, depende dos voluntários locais. Há outros onde voluntários auxiliam nas tarefas e há também os que oferecem lazer e brincadeiras antes e depois das refeições. O estilo é livre, sem amarras.

Esses refeitórios são de grande ajuda para as crianças e, desde 2012, quando começaram os primeiros, vêm aumentando a cada ano. São criados e mantidos por voluntários do bairro, em uma grande ação social recebendo contribuições para a manutenção.

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Gráfico mostra o aumento do Kodomo Shokudo a cada ano (divulgação)

Segundo a ONG Musubie, que abriga todos esses refeitórios do arquipélago, em 2019 o número subiu para 3.718 ou 160% a mais que o ano anterior.

Importância do refeitório na pobreza infantil
Atualmente há 19.892 escolas primárias em todo o Japão. A intenção é chegar a ter um refeitório da criança, na tradução livre, em cada bairro onde há escola. Assim, todos os pequenos poderão ter acesso a esse benefício.

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A refeição aquece o estômago e o coração da criança (divulgação)

Em números Tóquio, Osaka e Kanagawa são as províncias com mais refeitórios. Mas em proporção às escolas as províncias de Okinawa (61%), Shiga (53%), Tóquio (37%) e Tottori (35%) são as que mais oferecem o serviço nos bairros.

Okinawa é a província com maior índice de pobreza infantil do país, chegando a 30%. Para ter uma ideia é 1,8 vez maior do que a média das demais províncias.

Na província são 41 cidades, vilas e vilarejos, sendo que em 26 há 134 refeitórios da criança, portanto ainda há muito o que fazer em Okinawa.

Efeitos positivos do Kodomo Shokudo
As crianças têm um local para ir, melhoram o relacionamento interpessoal, observa-se melhoria no aprendizado, além do aumento do senso de autoeficácia. Também, tem ficado claras as mudanças positivas na relação pais e filhos.

Por tudo isso a ONG informou que pretende continuar firmemente no propósito pois foram constatados efeitos positivos para as crianças e suas famílias.

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Voluntários providenciam local, preparam comida e atendem as crianças (divulgação)

Para ler a matéria original, clique aqui.

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Eventos do Brasil e do Japão: Moldes dos livros de feltro

Lembram-se do evento de lançamento no Japan House dos livros de eventos, confeccionados em feltro pelas mãos de dezenas de voluntários? Sim, um trabalho coordenado pela Fundação Japão e Projeto Kaeru.

A pedidos, estamos disponibilizando agora, os moldes em pdf para que todos os interessados possam confeccionar. Bom trabalho!!!

Eventos do Japão:

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Eventos do Brasil:

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Os problemas enfrentados pelo Japão por ter restringido de maneira dura a imigração

Notícia originalmente postada no portal bbc.com
Por
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A incorporação de estrangeiros à força de trabalho no Japão é crucial para reduzir o déficit de trabalhadores

Quando o então primeiro-ministro japonês Yasuhiro Nakasone afirmou em 1986 que o nível intelectual nos Estados Unidos era inferior ao de seu país porque havia uma grande população de negros, porto-riquenhos e hispânicos, suas palavras causaram polêmica entre os americanos.

No Japão, por outro lado, seu comentário (que certamente hoje nenhum governante faria, ao menos publicamente) passou praticamente despercebido. E essa relutância em aceitar pessoas diferentes é algo que foi – e, em menor grau, ainda é – enraizado na sociedade japonesa.

Em parte por causa de seu status como uma ilha, o Japão sempre tendeu ao isolacionismo, e mantém hoje o orgulho de ser uma nação homogênea construída em torno de uma rígida política de imigração.

Enquanto os imigrantes representam 28% da população da Austrália, quase 21% no Canadá e mais de 14% no Reino Unido, são apenas 1,9% dos 126,2 milhões de habitantes do Japão.

Embora essa situação esteja mudando, muitos dos problemas que afligem o país, como o envelhecimento da população, a queda na taxa de fecundidade, a escassez de trabalhadores e a baixa participação das mulheres no mercado profissional, têm se agravado com a falta de imigrantes, argumenta o historiador e cientista americano Jared Diamond em seu último livro Upheaval: How Nations Cope with Crisis and Change (Turbulência: como as nações lidam com crise e mudança, em tradução livre).

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