Seminário – Os desafios da educação dos filhos dos trabalhadores brasileiros no Japão (dekasseguis) – fotos e vídeos

53819619_1277364279078631_5686419610505576448_o

Você pode conferir todo o conteúdo do Seminário “Os Desafios da Educação dos Filhos dos Trabalhadores Brasileiros no Japão (Dekasseguis)”, ocorrido no último dia 14 de março, na página do facebook da ABJICA.

Para acessar o conteúdo, clique aqui, ou acesse a página do facebook do ABJICA www.facebook.com/abjicasp e conferir o conteúdo da página.

 

Publicado em Artigos | Deixe um comentário

Número de alunos com autismo em escolas comuns cresce 37% em um ano; aprendizagem ainda é desafio

capturar

Giovanna Bonfim tem autismo e estuda em uma escola estadual de São Paulo — Foto: Arquivo pessoal

O número de alunos com transtorno do espectro autista (TEA) que estão matriculados em classes comuns no Brasil aumentou 37,27% em um ano. Em 2017, 77.102 crianças e adolescentes com autismo estudavam na mesma sala que pessoas sem deficiência. Esse índice subiu para 105.842 alunos em 2018.

Os dados foram extraídos do Censo Escolar, divulgado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). São considerados tanto os estudantes de escolas públicas quanto de particulares. O G1 fez um levantamento específico sobre o transtorno nesta terça-feira, 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

O aumento no número de matrículas acompanha uma exigência legal: pelos princípios constitucionais, nenhuma escola pode recusar a entrada de um aluno por causa de uma deficiência – nem mesmo as da rede privada. Há, inclusive, uma política nacional específica para pessoas com TEA, sancionada em dezembro de 2012. Pela Lei Berenice Piana, como é conhecida, é direito da pessoa com autismo o acesso à educação e ao ensino profissionalizante.

Apenas um primeiro passo

Conforme mostram os dados do Censo, o aumento das matrículas indica que as escolas deram um passo em direção à inclusão. No entanto, permanece um desafio: ir além da mera presença em sala de aula. É necessário assegurar que os alunos com autismo estejam aprendendo.

“Precisamos avançar em relação a essa inclusão de ‘faz de conta’. Muitas famílias percebem que a criança não está participando das atividades das salas de aula. Dizem que ela não recebe qualquer atenção específica”, afirma Renata Tibyriçá, defensora pública do Estado de São Paulo. “Não existe um trabalho específico que garanta o aprendizado.”

Conforme explica a especialista, doutora em distúrbios do desenvolvimento, ainda faltam recursos de diversas ordens: adaptação de conteúdos para alunos com autismo, formação adequada de professores, ações de combate ao bullying, elaboração de avaliações específicas.

“O ideal seria conhecer cada aluno e diagnosticar quais são as necessidades dele, traçar os objetivos que podem ser alcançados. O problema principal é que, no nosso sistema educacional, as escolas lidam como se os estudantes fossem uma massa homogênea. Mas cada um tem seu ritmo de aprendizagem, seus obstáculos”, explica a defensora.

Não é possível sequer afirmar que todos os alunos com autismo têm as mesmas necessidades. Alguns podem precisar de uma maior flexibilização do currículo. Outros exigem um acompanhante que desenvolva um sistema de comunicação alternativa com o professor regente e os colegas – a expressão verbal é um dos principais pontos de dificuldade de pessoas com TEA. Há quem precise, além disso, de um cuidador para questões de higiene pessoal.

O desafio só aumenta

A partir do ensino fundamental II, as crianças que estudam na rede pública normalmente precisam ser transferidas para um colégio estadual. Isso significa migrar para uma instituição maior, com novos funcionários e colegas. Em vez de apenas um professor para cada turma, passa a ser um docente por disciplina (matemática, português, história, geografia, etc.). Os conteúdos ficam mais complexos e abstratos.

“É importante manter a preocupação com a inclusão por todo o ciclo escolar. Se antes os pais se preocupavam com a formação do professor, depois do sexto ano, precisam torcer para que uma equipe muito maior desenvolva um trabalho apropriado para a criança autista”, afirma Renata.

e0794c6d-9f81-4749-bacc-afdfb8a7514a

Giovanna foi acolhida pelos colegas e professores, mas ainda não tem uma professora assistente na nova escola — Foto: Arquivo pessoal

Essa aflição acerca da transição para o sexto ano é descrita por Magda Bonfim, avó da Giovanna, de 13 anos. A menina só foi diagnosticada com autismo aos 6 anos, quando já estudava em uma escola municipal de Taboão da Serra, em São Paulo. Depois de dois anos pesquisando sobre a legislação e pedindo um auxiliar de classe, Magda conseguiu que a prefeitura contratasse uma profissional de apoio para a aluna.

“Aí chegou a hora de mudar de escola. Fiquei com muito medo de a Giovanna não ser acolhida. Pesquisei muito até achar uma opção de colégio estadual perto de casa, que parecesse adequado para ela”, conta Magda. “Tive uma boa surpresa. Todos os professores conversaram com a minha neta e entenderam o autismo. Ela também frequenta a sala de atendimento especializado, no contraturno escolar, para ter atividades mais focadas para ela”, completa.

Outros recursos, no entanto, ainda estão sendo pleiteados. Magda tenta, novamente, que seja contratada uma auxiliar de classe para ajudar na adaptação dos conteúdos. “A Gigi precisa de alguém que leia a lousa para ela e ajude nas lições. Por mais que ela seja alfabetizada, necessita de um apoio. E é direito dela, então vou entrar com uma ação judicial”, diz.

Mais de três meses após o início do ano letivo, Giovanna também não tem acesso ao transporte escolar especial. Por isso, precisa ir de ônibus com a avó e andar um longo trecho a pé. “Em dias chuvosos, ela precisa faltar. Ela tem medo de andar na chuva”, conta a avó. As pessoas com TEA, de fato, podem ser mais sensíveis a sons altos e a agitações. “Tenho medo de ela faltar muito e perder a motivação.”

Participação da família

Magda participa da rotina da escola para facilitar a inclusão de Giovanna. A menina estava incomodada com o barulho do colégio – e tinha surtos nervosos por causa disso. Os colegas não entendiam a reação dela.

13c0249b-138c-4608-b455-1fec0b882e55

A avó de Giovanna preparou pirulitos com informações sobre autismo — Foto: Arquivo pessoal

Para explicar às demais crianças que era uma característica do autismo, a avó da aluna preparou pirulitos para todos os estudantes, com um papel que explicava mais sobre o transtorno. “Hoje é incrível, a turma ajuda a Gigi. Quando alguém faz bagunça, os outros já lembram: ‘fala mais baixo, a Giovanna vai ficar irritada, vamos respeitar’”, relata Magda.

“Precisamos nos unir pela inclusão.”

2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo

A nomenclatura mais moderna, de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, é mesmo a sigla “TEA”. É um “guarda-chuva” que inclui pessoas em diferentes condições.

No chamado “autismo clássico”, que costuma ser diagnosticado por volta dos 3 anos de idade, os sinais mais comuns são:

  • ter dificuldade em interação social, como não olhar para o interlocutor ou manter uma distância grande dele;
  • não compartilhar interesses e experiências com os outros;
  • não reagir a emoções, como por exemplo a criança que vê que a mãe se machucou, mas não faz carícias ou dá beijo para consolá-la;
  • fazer movimentos repetitivos;
  • não desenvolver a linguagem oral ou apenas repetir frases ouvidas;
  • necessitar de uma rotina muito inflexível, sem mudanças em caminhos para a escola ou ordem de compromissos na semana.

No outro extremo, chamado Síndrome de Asperger, o desenvolvimento da linguagem pode até ser equivalente ao da média das crianças. Mas há sinais como:

  • desinteresse em compartilhar gostos;
  • dificuldade em socialização;
  • falta de empatia ou de ter reações em grupo;
  • interesse por assuntos muito específicos;
  • comportamento repetitivo;
  • sensibilidade alta ou baixa nos 5 sentidos (como irritação em ambientes barulhentos).

Para ler a matéria original, clique aqui.

Publicado em Artigos | Deixe um comentário

Colégios e universidades fazem parceria para aulas optativas no ensino médio

Notícia originalmente postada no Estadão por Júlia Marques
28abr2017---fachada-do-colegio-dante-alighieri-em-sao-paulo-1521989293294_v2_900x506

Fachada do colégio Dante Alighieri, em São PauloImagem: Alberto Rocha/Folhapress

Papel e caneta na mão, Leonardo Queiroz faz desenhos de rins, pulmões e coração com detalhes que surpreendem até o professor. Aos 16 anos, ele nem pegou o canudo do ensino médio, mas já visitou a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No laboratório da USP, em meio a cadáveres para estudo, encontrou a própria vocação. “Na hora fiquei até nervoso. Sempre quis estar lá”, diz ele, que sonha com a Medicina.

Aluno do 2º ano do Colégio Dante Alighieri, na região central de São Paulo, Leonardo tem as aulas de sempre – Português, Matemática, Geografia – e também a chance de se aprofundar nos estudos de Anatomia com professores que vêm direto da USP. Como o Dante, outros colégios particulares da capital já fecham parcerias com universidades para oferecer matérias conectadas com as carreiras a estudantes de ensino médio.

Com metodologia parecida à da graduação, as disciplinas em parceria funcionam como um spoiler (adiantamento) do que os alunos vão encontrar lá na frente. Para os colégios, são uma forma de ampliar o cardápio aos estudantes, facilitar as escolhas e prepará-los para os novos desafios. E, para as universidades, uma possibilidade de “vender o próprio peixe” aos futuros universitários.

“Escolher a carreira aos 17 anos sem repertório pode não ser muito adequado”, diz a diretora pedagógica do Dante, Valdenice Minatel. Em meio às discussões sobre um ensino médio mais flexível, o colégio abriu há dois anos uma lista de disciplinas opcionais. Entre elas, agora, surgiram matérias ensinadas por professores de faculdades como a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e a USP.

Aluna do Dante, Clarice Villari, de 17 anos, fez uma salada mista para descobrir a vocação. Cursou disciplinas nas áreas de Ciências e Exatas e estudou, durante um semestre no ano passado, Jornalismo com professores da ESPM que iam à escola toda semana. No fim, percebeu que a área não fazia seu estilo. “Descobri que tinha uma parte que não conseguiria fazer. Tivemos de escrever uma reportagem, entrevistar, apresentar… Eu ficava nervosa. Sou muito tímida.”

O contrário aconteceu com Gustavo Campos, de 18 anos. Quando o Colégio Bandeirantes, na zona sul, abriu uma aula extra sobre motores a combustão, ele se animou. Com um manual na mão e ferramentas como chaves de fenda, Gustavo e os colegas tinham o desafio de criar os próprios equipamentos. Tudo sob a supervisão de professores do colégio e do Instituto Mauá de Tecnologia, uma escola de ensino superior.

“Eles têm a oportunidade de estar em contato com professores, conhecem as instituições, o currículo”, diz o professor Renato Villar, do Bandeirantes. Depois de visitar os laboratórios da Mauá, Gustavo voltou aos carrinhos de corrida da universidade – desta vez para ficar. “A aula no curso extra é o que estou tendo agora na graduação. Os professores falam que temos de ir atrás de tudo o que precisamos. Não é mastigado”, diz o aluno, que acabou de ingressar em Engenharia.

Vestibular

No Bandeirantes, além da parceria com a Mauá, todo o currículo de uma das disciplinas obrigatórias do 3º ano do ensino médio foi desenhado neste ano em conjunto com o Insper. “Queremos oferecer para alunos metodologias, práticas e atividades que dialoguem com a universidade”, diz Mariana Lorenzin, coordenadora de Ciências e Steam do Bandeirantes.

Nas aulas de Steam (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), os estudantes escolhem um tema desafiador, como aquecimento global ou energia limpa, e têm de “prototipar” (planejar) soluções. Esse tipo de tarefa já faz parte de vestibulares modernos, como o do próprio Insper. “Vemos mudanças em vários exames de seleção. E, além disso, o aluno precisa ter autonomia, certas competências e habilidades para que esse trajeto na universidade leve a uma carreira de sucesso. Queremos que a transição seja mais fácil”, diz Mariana.

No Colégio Visconde de Porto Seguro, é também a chance de incrementar o currículo que atrai os estudantes para os cursos extras em parceria com as universidades. Neste ano, a escola oferece três disciplinas com a ESPM, a USP e a Belas Artes. Como estão fora da grade curricular obrigatória, as matérias são pagas à parte. “Todo o percurso formativo fica registrado. Isso cria um currículo principalmente para ingresso nas faculdades no exterior. Lá, a primeira coisa que perguntam é o que você fez além do que era obrigatório”, diz Lisie De Lucca, coordenadora institucional de Cultura e responsável pelos cursos extracurriculares do Porto Seguro.

“Tínhamos mais responsabilidades e éramos colocados em situações-problema”, conta o aluno do 2.º ano do ensino médio do Porto Seguro Rafael Crivelaro, de 15 anos. O curso que fez, de Engenharia e Inovação, em parceria com a Escola Politécnica da USP, o ajudou a acalmar as dúvidas sobre a carreira. “Sou apaixonado por Biologia e Exatas. Foi no curso que percebi que era Engenharia o que eu queria e tive mais noção do que poderia fazer dentro da área.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Para ler a matéria original, clique aqui.

Publicado em Artigos | Deixe um comentário

Japão prepara o início de uma nova era, a Reiwa

Notícia originalmente postada por Agência Brasil* Brasília
2019-04-01t041513z_1914204644_rc1e57975d00_rtrmadp_3_japan-emperor

Japão anunciou nome da nova era que marcará o reinado do imperador Naruhito. Será Reiwa. Símbolo poderá ser usado em documentos oficiais  (Franck Robichon/Pool via Reuters / Direitos reservados)

O Japão inicia uma nova era denominada Reiwa, cuja data está marcada para 1º de maio, quando o príncipe herdeiro Naruhito assume no lugar do pai, Akihito, como novo imperador.

Para os japoneses, a chamada nova era define os rumos dos próximos anos e exerce influências no cotidiano das pessoas.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que o significado de Reiwa é da “cultura nutrida quando as pessoas maravilhosamente unem seus corações”.

O chefe do gabinete do governo japonês, Yoshihide Suga, acrescentou que o novo nome foi retirado de Manyoshu, a mais antiga antologia da poesia japonesa.

Abe diz que o nome representa a esperança de que cada pessoa japonesa atinja suas aspirações como uma flor de ameixa que floresce após um inverno rigoroso.

O governo escolheu o nome da nova era depois de passar por várias etapas, incluindo discussões com um painel de especialistas e líderes políticos.

De acordo com a emissora oficial de televisão do Japão, a NHK, foram apresentadas seis propostas de nomes. A decisão final foi tomada pelos ministros em uma reunião do gabinete.

O governo está anunciando o novo nome com antecedência para que as empresas e o público possam se preparar para a mudança.

O nome da época é usado em várias ocasiões e documentos oficiais, incluindo carteiras de motorista, cartões de seguro de saúde e calendários.

O imperador Akihito deve abdicar em 30 de abril, o que encerrará a atual era Heisei, marcada por um período de paz, mas também de desastres naturais e de alerta na economia japonesa.

*Com informações na NHK, emissora pública de televisão no Japão
Edição: Kleber Sampaio, da Agência Brasil

Para ler a matéria original, clique aqui.

Publicado em Artigos | Deixe um comentário

Aconteceu: Seminário – Os desafios da educação dos filhos dos trabalhadores brasileiros no Japão (dekasseguis)

Na última quinta feira, dia 14 de março, tivemos um encontro importante para um debate sobre a questão da educação de filhos de trabalhadores brasileiros no Japão e no Brasil. Com a presença de autoridades, professores universitários (inclusive do Japão), da imprensa e do público interessado na questão, as conversas se alastraram por muito mais tempo do que o previsto. Segundo os organizadores (ABJICA e JICA), os materias de exposição dos palestrantes bem como o vídeo gravado na ocasião, estarão disponíveis para o público em breve.

Veja abaixo algumas fotos do evento. Para mais fotos, acesse a página do Facebook do ABJICA clicando aqui.

IMG-20190316-WA000053819619_1277364279078631_5686419610505576448_o54354025_1277365002411892_797726837349285888_o54369260_1277365482411844_324193911142612992_o

Publicado em Artigos | Deixe um comentário

Semana do Autismo com o PIPA e CIAAG

O Projeto de Integração Pró-Autismo (PIPA) e o Centro de Inclusão e Apoio ao Autista de Guarulhos (CIAAG) realizarão eventos e palestras na Semana do Autismo em São Paulo e Guarulhos. Os eventos ocorrerão entre os dias 01 e 07 de abril.

Publicado em Artigos | Marcado com , | Deixe um comentário

Seminário – Os desafios da educação dos filhos dos trabalhadores brasileiros no Japão (dekasseguis)

No próximo dia 14, o Japan House sediará o seminário “Os desafios da educação dos filhos dos trabalhadores brasileiros no Japão (dekasseguis) – Os impactos culturais e a adaptação escolar no Japão e no Brasil.

O evento é gratuito e contará com a presença da Dra. Kimiko Nii, Dra. Kyoko Yanagida Nakagawa, Dra. Mary Yoko Okamoto, Dr.a Sylvia Duate Dantas e Vereador Akira Ono Auriani.

Para saber mais e fazer sua inscrição, clique aqui (vagas limitadas).

evasão versão 9a

Publicado em Artigos | Deixe um comentário