Quase um quarto dos jovens brasileiros não estuda nem trabalha

Segundo dados da Pnad, o porcentual é ainda mais alto na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, idade em que, teoricamente, deveriam estar na universidade, chegando a 27,7%

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Em 2018, foi apresentado o novo regime da educação inclusiva. A falta de formação dos docentes — que é reconhecida pelos próprios nas respostas ao inquérito TALIS — pode colocar em causa os progressos alcançados, diz o presidente da associação Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial.

Por Rita Marques Costa, do portal Publico.pt
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PAULO PIMENTA

A preparação dos professores do ensino básico para lidar com alunos com necessidades especiais ainda fica aquém. E são os próprios a admiti-lo nas respostas ao inquérito TALIS (Teaching and Learning International Survey) 2018, publicado nesta quarta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Só 30% tiveram formação sobre como lidar com estudantes com necessidades especiais no último ano e cerca de 27% dizem que é algo que lhes faz falta.

Os directores também o reconhecem. Metade dos inquiridos diz que a qualidade do ensino nas suas escolas é prejudicada pela falta de docentes com formação específica direccionada para crianças com necessidades especiais. Um número que está muito acima da média da OCDE: 32%.

Para o presidente da associação Pró-Inclusão, David Rodrigues, é “urgente que possamos desenvolver para o futuro um grande programa nacional, articulado e generalizado de formação para os professores”. Algo “que ainda não existe”.

“O que sabemos hoje é que, quando tomámos a decisão de educar todos os alunos da mesma escola, a formação [dos professores] foi claramente insuficiente”, acrescenta David Rodrigues. Para cumprir esse desígnio — “que é uma questão de direitos humanos” — é necessário um conjunto de recursos. Se não existirem, “as pessoas qualquer dia vão estar outra vez a pedir escolas de educação especial”. 

Então o que é preciso? “Desenvolver programas que tenham em conta a realidade da escola, que acompanhem o seu desenvolvimento ao longo do ano.”

No bom caminho

Mas há outra forma de olhar para os dados. As respostas ao TALIS foram dadas pelos professores entre Março e Maio de 2018. A resposta dada pela comunidade docente mostra que o Ministério da Educação está a ir no caminho certo, interpreta o secretário de Estado da Educação, João Costa. “Alegra-nos”, diz João Costa, porque “é um investimento que temos feito em termos de formação contínua”.

“O TALIS é o único estudo a nível internacional que é apenas a voz dos professores e dos directores. Não há dados fornecidos por governos. É um olhar sobre os sistemas educativos que vem dos profissionais”, refere o secretário de Estado da Educação, João Costa.

“Estamos a creditar a formação em educação inclusiva para todos os grupos de recrutamento. O TALIS ajuda-nos a definir prioridades de investimento. Agora, com turmas a funcionar em todo o país, continuamos a perceber que é das áreas em que temos de investir mais”, esclarece.

Em Portugal, cerca de 33% dos professores do básico trabalham em escolas onde mais de 10% dos alunos têm necessidades educativas especiais. No secundário o número é ainda menor: 21%.

As diferenças entre o básico e o secundário têm uma explicação possível, segundo João Costa: “No ano em que os professores foram inquiridos, em 2018, estávamos a viver no secundário uma lei que empurrava os alunos [com necessidades especiais] para o profissional. Este ano [há um novo regime de educação inclusiva] estamos a reduzir o número de alunos por turma também no científico-humanístico. Pode ser por isso que há essa representação.”

Tempo desperdiçado

Tarefas administrativas, como a distribuição de formulários ou a verificação de presenças, e o controlo do comportamento dos alunos ocupam, em média, um quarto da duração total das aulas no ensino básico. Esta proporção coloca Portugal entre os países e economias da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde se despende menos tempo em actividades de ensino e aprendizagem (73,5%). A média da OCDE é 78,1%. Os professores que mais dizem usar o tempo de aula para esse propósito estão na Rússia, Estónia e Vietname.

Ao PÚBLICO, João Costa, secretário de Estado da Educação e presidente do órgão de governação do TALIS, reconhece a questão do comportamento em sala de aula (e do tempo gasto a geri-lo) é uma dimensão “preocupante”. É algo que “tem de ser cruzado” com outras questões como “o envolvimento dos estudantes, as questões de disciplina, as questões de valorização geral dos professores e a relação com encarregados de educação”.

A utilização do tempo de aula para as tarefas ditas de aprendizagem está a diminuir. Nos últimos anos, esse tempo “diminuiu em cerca de metade dos países e economias participantes no TALIS”, adianta a OCDE. Em Portugal, a redução foi de dois pontos percentuais.

E o que explica esta tendência? Em parte, o número de alunos por turma. Ao analisar os dados do TALIS, a OCDE conclui que “quando os professores têm turmas maiores, tendem a gastar menos tempo de aula nas actividades de ensino e aprendizagem”.

Classe envelhecida

A OCDE volta a frisar que os professores portugueses estão entre os mais envelhecidos. Têm, em média, 49 anos — mais cinco do que a idade média dos docentes dos outros países e economias que participam no TALIS.

A organização sublinha ainda que, em 2018, 47% destes profissionais tinham 50 anos ou mais. Algo que se agravou desde 2013 e 2018, quando esta proporção se ficava pelos 28%. “Significa que Portugal vai ter de renovar cerca de um em cada dois membros da sua classe docente durante a próxima década”, diz a OCDE.

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Evento na Japan House: Vamos usar o livro? (de feltro)

No sábado, dia 15, em evento que contou com a presença de mais de 80 pessoas, os livros confeccionados pelas mãos de dezenas e dezenas de voluntários (Japoneses e brasileiros) fizeram muito sucesso!! Muitas queriam “comprar” os livros – que não estavam a venda, pois serão doados para instituições de Educação infantil no Japão e também utilizados por algumas de nossas crianças do projeto. Esse projeto foi idealizado e conduzido pela Fundação Japão e Projeto Kaeru.

Todos os presentes puderam conhecer mais sobre os eventos que o Brasil comemora no decorrer do ano, seus significados e características; o mesmo acontecendo com os eventos japoneses. Vão, com certeza, servir de apoio a todas as crianças que migram mas como alguns presentes disseram, serviriam para todas as crianças enquanto informações sobre diferenças culturais. O nosso mais profundo agradecimento a todos os voluntários sem os quais, esse projeto jamais teria sido concretizado.

Confiram algumas fotos do evento:

 

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Filhos de brasileiros no Japão começam a superar barreiras no mercado de trabalho qualificado

Quase 30 anos depois do começo da imigração de brasileiros descendentes de japoneses para o Japão, os filhos desses imigrantes começam a atingir postos que seus pais jamais imaginaram no país asiático.

Por Fatima Kamata – De Tóquio para a BBC News Brasil
Renan Eiji Teruya, 27, é o primeiro brasileiro a ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Japão. Fez a prova em 2016, quando havia 6.899 candidatos, e foi um dos 1.583 que passaram. E na primeira tentativa. “Nunca estudei tanto na minha vida”, relembra. Ele já passou por um treinamento específico a fim de se especializar na área e está pronto para atuar na profissão.

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Os primeiros decasséguis chegaram ao Japão na década de 1990 – a palavra em japonês significa ‘trabalho fora de casa’

Há um aumento de imigrantes brasileiros no Japão que está começando a alcançar postos inacessíveis a seus pais quase três décadas após o início da migração ao país asiático. Hoje, cavam espaço como professores, artistas e executivos de empresas.

Oficialmente, o Japão não admite imigrantes. Mas em 1990 o país mudou a lei para poder receber mão de obra formada por descendentes de japoneses até a terceira geração, e ofereceu-lhes visto de residência permanente. Conhecidos como decasséguis, eles sempre tiveram sua imagem associada ao macacão das fábricas. E embora sejam considerados imigrantes, continuam estrangeiros e não têm obrigação de matricular as crianças na escola.

Quando os filhos conseguem atuar em profissões também visadas pelos japoneses, acabam despertando o interesse da imprensa local, porque é como estivessem seguindo um caminho não natural ao seu destino. Ou seja, longe das fábricas e do trabalho braçal.

Com o diploma universitário obtido em uma das quase 780 universidades do Japão, essa geração de jovens filhos de “imigrantes” também chamam a atenção dos japoneses pelo ineditismo de suas conquistas.

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Renan Eiji é o primeiro brasileiro a obter uma licença para advogar no Japão

É, por exemplo, o caso de Renan, que migrou ao Japão com oito anos acompanhando a mãe Regina. “Como ela trabalhava muito na fábrica, depois da aula eu ficava sozinho em casa assistindo a seriados policiais pela TV. Acho que isso despertou em mim o interesse por Direito”, diz.

Para ascender profissionalmente, ele conta que precisou se esforçar em dobro em relação aos japoneses. Conseguiu vaga na universidade pública de Aichi, onde se formou em 2014, e depois a aprovação para a Ordem dos Advogados.

A intenção no início era ser promotor ou juiz. Desistiu, porque não queria trocar de nacionalidade, e resolveu se tornar advogado, profissão que passou a ser permitida aos estrangeiros desde uma mudança feita em 1977 pela Suprema Corte japonesa. Renan quer atuar na área de Direito do Trabalho para ajudar os estrangeiros, principalmente os brasileiros no Japão.

Vida acadêmica

Dados do Ministério da Justiça do Japão estimam em 2,5 milhões o número de estrangeiros residentes no país, sendo que 196.781 são do Brasil. Desse total, mais de 20% são jovens com até 18 anos. Mesmo tão novos, muitos se encontram trabalhando em fábricas, como seus pais. Outra parcela também decidiu seguir a vida acadêmica e tomar outros rumos profissionais.

A via-crúcis percorrida por Renan até a faculdade é muito parecida com a de outros conterrâneos que entraram em escolas japonesas sem saber quase nada do idioma. No Japão, a criança é matriculada sempre na série correspondente à idade. Quanto mais velho for o aluno recém-chegado, maiores serão as dificuldades que enfrentará. O jovem advogado diz que a barreira linguística impede o estrangeiro de exercer seus direitos, por isso a importância de estudar o idioma local, por mais difícil que ela seja.

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Rodrigo Igi foi um dos primeiros brasileiros a se tornar professor no Japão

Porém, apesar do longo tempo de permanência no Japão, muitos brasileiros avançaram pouco no aprendizado da língua, mantendo-se fechados na roda de amigos com quem só se comunicam em português.

Levantamento feito pelo Ministério da Educação do Japão em 2017 identificou 34.334 alunos estrangeiros e 9.612 japoneses (de famílias internacionais ou crescidas no exterior) que precisavam de assistência especial na escola, devido à dificuldade de se comunicar e entender o idioma japonês. Entre os estrangeiros, 25,6% eram crianças falantes nativas do português.

‘Futuro diferente’

Na época dos irmãos Igi, não existia esse auxílio que a maioria dos alunos recebe atualmente para poder acompanhar as aulas. Assim que chegaram do Brasil em 1996, Rodrigo foi matriculado na quarta série e André, na segunda série do ensino fundamental de uma escola pública de Toyokawa. Eles levaram a primeira bronca assim que entraram na classe, de tênis, pois desconheciam a existência da sapatilha de uso obrigatório dentro da escola. O segundo sermão veio na sequência, quando começaram a mascar chiclete.

“Éramos os únicos brasileiros lá e não sabíamos das regras”, lembram.

Essa fase inicial da vida escolar no Japão foi uma sucessão de broncas, zombarias pelos colegas e episódios de bullying. Eles eram tão frequentes, que após dois anos André pediu aos pais para deixá-lo ficar em casa ou então ir para uma escola brasileira que começava a surgir na região. “Meu pai insistiu para que eu continuasse, porque só assim poderia ter um futuro diferente das fábricas no Japão”, diz.

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Filha de brasileiros nascida no Japão, Ayane tornou-se artista performática

Nessa mesma época, seu irmão Rodrigo foi diagnosticado com leucemia e precisou ficar internado sete meses. “Não entendia o que se passava com os japoneses, porque eu lutava para viver enquanto muitos jovens pensavam em morrer. Eram mais de 30 mil suicídios por ano”, afirma. Essa situação despertou nele a vontade de ser professor. “Percebi que não eram apenas os estrangeiros que sofriam por causa das diferenças. Havia milhares de japoneses que se sentiam excluídos e eu queria ajudá-los.”

Rodrigo obteve a licença para ensinar inglês no ensino fundamental 2. Naquele ano de 2009, professor estrangeiro contratado para a rede pública era figura rara, o que fez com que o brasileiro fosse bastante procurado pela mídia japonesa. “Eu passei um medo danado. Achei que se cometesse algum deslize, iriam penalizar a comunidade, e não eu, Rodrigo. Os japoneses poderiam fechar as portas para outros brasileiros que quisessem ser professores”, diz.

Ser pioneiro não foi fácil. Rodrigo, hoje com 32, lecionou por seis anos em uma escola pública de Toyota, passou dois anos na Inglaterra fazendo o mestrado e desde 2018 ensina na cidade vizinha de Toyohashi. Ele continua sendo referência aos estrangeiros.

Seguindo os veteranos

Karin Oshima, 25, percorre o mesmo caminho do professor veterano. Ela ensina geografia em uma escola do ensino fundamental 2 na cidade de Komaki e também passou por situações difíceis em sua vida escolar. Diz que o período de um ano em que esteve no Brasil como intercambista a fez entender muitas coisas sobre as diferenças culturais.

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O começo da vida escolar de Rodrigo no Japão foi marcado por broncas dos professores e bullying dos colegas

Também foi ao sair do Japão para fazer estágio nos Estados Unidos que André Igi tomou uma decisão para sua vida. Até então ele pensava em ser professor como o irmão Rodrigo, mas mudou de ideia e achou que poderia ser mais útil trabalhando em grandes corporações.

“Vi que poderia contribuir mais se estivesse atuando em vários países, não só no Japão”, afirma. Ele é um dos poucos brasileiros, filho de operário, a ser contratado direto no Japão por uma multinacional na área alimentícia, com várias unidades espalhadas pelo mundo, inclusive o Brasil.

A decisão de Nayara Kinjo pela carreira de assistente social teve um pouco da influência do pai Edilson, que durante muitos anos dirigiu uma organização destinada a ajudar brasileiros. A tese de mestrado dela foi sobre o envelhecimento dos brasileiros no Japão. Esse tema a preocupa mais do qualquer outro, porque uma grande parcela de conterrâneos permanece sem qualquer proteção de seguridade social enquanto vê o tempo passar.

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O plano de Renan é especializar-se em direito trabalhista, para atender imigrantes brasileiros no país

“Conheci algumas pessoas que, por vários motivos, não pagaram a aposentadoria e não tiveram acesso aos benefícios da assistência social do Japão. Muitos deles estão na faixa de mais de 60 anos”, afirma.

À medida que vão abandonando o movimento pendular de ir e vir do Brasil para se fixar no Japão, um maior número de brasileiros se forma nas universidades japonesas e até foge de carreiras tradicionais. Ayane Mogi, de 25 anos, estudou na faculdade de Belas Artes pensando em ser designer, mas há um ano trabalha como rakugoka (espécie de humorista) usando o nome artístico de Ramune.

Filha de brasileiros, Ayane é nascida e criada no Japão, mas não sabia nada do idioma até entrar na escola japonesa. Também cometeu muitas gafes e diz que, se sofreu maus-tratos, relevou e tentou encarar a situação com bom humor.

O trabalho dela é entreter o público com monólogos humorísticos, num estilo criado no século 17. O humorista precisa de boa memória e expressão corporal, além de preparo físico para ficar um longo tempo sozinho no palco, sentado de joelho em uma almofada enquanto conta histórias reproduzindo as falas de vários personagens. Ayane é a única de origem brasileira a encarar esse desafio.

 

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Um dos maiores nomes da educação mundial, Edgar Morin vem ao Brasil em junho

Notícia originalmente postada no Laboratório Inteligência de Vida.

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O antropólogo e sociólogo visitará o país para participar do Congresso Socioemocional LIV 2019, evento de educação realizado pelo Laboratório Inteligência de Vida.

Prestes a completar 98 anos de idade, o antropólogo e sociólogo francês Edgar Morin, autor da teoria do pensamento complexo e um dos principais influenciadores da educação mundial, virá ao Brasil em junho deste ano para palestrar no Congresso Socioemocional LIV 2019, organizado pelo Laboratório Inteligência de Vida. As teorias de Morin têm sido apontadas por especialistas como um dos pilares do conhecimento contemporâneo, tendo influenciado também áreas como sociologia, psicologia e comunicação. Em sua última palestra no país, em 2014, os ingressos esgotaram em poucos dias.

Essa será a terceira edição do Congresso Socioemocional LIV, que nos últimos dois anos trouxe outros grandes nomes nacionais e internacionais, como o pesquisador e professor da Universidade Harvard, Howard Gardner, e o jornalista Paul Tough, autor do best-seller “Como as crianças aprendem”. Assim como nas edições anteriores, o objetivo do evento este ano é oferecer múltiplas visões sobre a educação para que os participantes possam aprofundar seus conhecimentos nessa área.

“O objetivo do Congresso é promover o debate e permitir que as pessoas ocupem novos lugares nessa conversa, abrindo-se para diferentes opiniões. Acreditamos que para você formar educadores e estudantes mais críticos, é preciso incentivar a diversidade de discursos”, destaca Caio Lo Bianco, gerente-executivo do LIV. Para ele, a escolha de trazer Edgar Morin para palestrar no evento é uma forma de unir referências que formam a base da educação com novos pontos de vista. “Quem estudou educação em algum momento conhece ou já usou o material dele como referência. Ouvi-lo em um contexto de troca de ideias será enriquecedor”.

O Congresso acontecerá no Rio de Janeiro nos dias 7 e 8 de junho e deverá reunir mais de 1.500 convidados entre especialistas e representantes de escolas privadas de todo o país. A lista de palestrantes confirmados até o momento inclui os brasileiros Christian Dunker e Maria Rita Kehl, ambos psicanalistas, e Lúcia Rabello de Castro, psicóloga, que falarão sobre educação socioemocional, saúde mental entre crianças e adolescentes, e os desafios da escola diante do atual cenário educacional.

Outro grande destaque da programação do Congresso Socioemocional LIV são os momentos dedicados aos educadores, que subirão ao palco para relatar suas experiências no dia a dia da escola. Uma das mesas de debate trará professores que vêm inspirando o Brasil – e o mundo – com seus projetos. Entre os nomes confirmados, Janaína Barros, vencedora de diversos prêmios na área da educação e coordenadora da rede de ensino de Seabra (BA); e Gina Vieira Ponte, autora do premiado projeto “Mulheres Inspiradoras”; que contarão ao público sobre as práticas que ajudaram suas escolas a avançar no desenvolvimento de alunos e professores.

O Congresso Socioemocional LIV acontecerá em dois dias. No primeiro deles, dia 7 de junho, a programação será exclusiva para parceiros LIV. Para saber mais sobre a parceria, acesse o site do programa LIV. Já no dia 8, o evento será aberto também a convidados especiais. Para saber mais, fique atento aos canais de comunicação do LIV e acompanhe as próximas notícias do evento.

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A educação segundo Edgar Morin

Notícia originalmente postada no Portal Info Escola, por Ana Lúcia Santana.

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O pensador e sociólogo francês Edgar Morin elaborou, em sua obra, profundas reflexões sobre a educação. O Homo Sapiens, como ele gosta de se referir ao ser humano, é um fruto da vida natural e da cultura; seguindo esta linha de raciocínio, ele encontra uma forma de construir a Educação dos tempos futuros, embora ela pareça ainda estar tão vinculada ao passado, principalmente ao fragmentar o conhecimento.

Morin defende o pensamento integral, pois ele permite ao homem concretizar uma meditação mais pontual; a pedagogia atua, porém, com seu radical fracionamento do saber, e leva o indivíduo a entender o universo em que vive de forma facciosa, sem conexão com o universal. Assim, rompe-se qualquer interação entre local e global, o que proporciona uma resolução das questões existenciais completamente desvinculada da contextura em que elas estão situadas.

Estes debates estão inseridos na teoria da complexidade deste educador, a qual preconiza que o pensamento complexo permite abarcar a uniformidade e a variedade contidas na totalidade, ao contrário da tendência do ser humano a simplificar tudo. Ele afirma a importância do ponto de vista integral, embora não descarte o valor das especialidades.

Edgar Morin percebe a classe escolar como uma entidade complexa, que engloba uma variedade de disposições, estratos sócio-econômicos, emoções e culturas, portanto, ele a vê como um local impregnado de heterogeneidade. Assim, ele considera ser este o espaço perfeito para se dar início a uma transformação dos paradigmas, da maneira convencional de se pensar o ambiente escolar. É preciso que este contexto tenha um profundo significado para os alunos.

O caminho indicado por Morin é o da visão que se retira do âmbito estreito da disciplina, compreende o contexto e adquire o poder de encontrar a conexão com a existência. É preciso romper com a fragmentação do conhecimento em campos restritos, no interior dos quais se privilegiam determinados teores, e também eliminar a estrutura hierárquica vigente entre as disciplinas. Reformar esta tradição requer um esforço complexo, uma vez que esta mentalidade foi desenvolvida ao longo de inúmeras décadas.

Neste empenho para mudar a tradição educacional, Morin estabelece igualmente os sete saberes, indispensáveis na edificação do futuro da educação. O primeiro é sobre as cegueiras do conhecimento – o erro e a ilusão: deve-se valorizar o erro enquanto instrumento de aprendizagem, pois não se conhece algo sem primeiro cair nos equívocos ou nas ilusões.

O segundo saber se relaciona ao conhecimento próprio, a unir os mais diversos campos do conhecimento para combater a fragmentação; assim, a educação deve deixar a contextura, o universal, as diversas dimensões do ser humano e da sociedade, e a estrutura complexa bem claras.

O terceiro saber é ensinar a condição humana, transmitir ao aluno que o Homem é um ser multidimensional. Assim, a pedagogia do amanhã necessita, antes de tudo, privilegiar a compreensão da natureza do ser humano, ele também um indivíduo fragmentado. A identidade terrena também deve ser prioridade, preconiza o quarto saber, pois é fundamental conhecer o lugar no qual se habita, suas necessidades de sustentabilidade, a variedade inventiva, os novos implementos tecnológicos, os problemas sociais e econômicos que ela abriga.

O quinto saber indica a urgência de enfrentar as incertezas, que parte da certeza da existência de dúvidas na trajetória humana, pois, apesar de todo o progresso da Humanidade, não é possível, ainda, predizer o futuro, uma região nada previsível, a qual desafia constantemente o Homem.

O sexto saber defende que se deve ensinar a compreensão, fator indispensável na interação humana; ela deve ser instaurada em todos os campos de ação do cotidiano escolar. O sétimo saber é a ética do gênero humano, correspondente à antropo-ética, a qual defende que não devemos querer para outrem aquilo que não desejamos para nós mesmos, como já pregava Jesus Cristo.

Fontes:
http://universia.com.br/docente/materia.jsp?materia=9756
http://www.conteudoescola.com.br/site/content/view/89/27/
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/materias_296365.shtml?page=page2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Morin

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Apresentação do livro de feltro “Vamos usar o livro!”

O Projeto Kaeru e a Fundação Japão em São Paulo confeccionaram livros de feltro para as crianças que migram entre brasil e Japão! Vocês não querem saber como é o livro? Como será utilizado? Não querem usar o livro juntamente com as crianças do Projeto Kaeru?

Aguardamos a participação de vocês!

Data: 15 de junho de 2019 (sábado), das 10:00 às 14:00

Local: Japan House – Sala de seminários, na Avenida Paulista, 52

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