Com que idade as crianças devem acessar redes sociais?

Por Flávia Mantovani, da Folha

Para especialistas, é importante respeitar regras das próprias plataformas

 Está nas redes do Facebook, Instagram, Youtube e outras redes sociais: só pode criar conta quem tem ao menos 13 anos de idade. Mas todo mundo sabe que, na prática, não é o que acontece.
Segundo pesquisa de 2017, 86% dos brasileiros de 9 a 17 anos que acessam a internet têm perfil em redes sociais. Entre aqueles de 9 a 10 anos, o índice é de 62% e, de 11 a 12 anos, 76%. Whatsapp e Facebook são as redes sociais mais acessadas nessa faixa etária, ainda segundo o estudo, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (cetic.br).
“Vemos as crianças entrando nas redes sociais cada vez mais cedo e usando por cada vez mais tempo”, diz o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de educação da associação Safernet. “A internet é a maior praça pública do planeta. Você tem que se perguntar: meu filho já tem maturidade para ter autonomia plena nesse lugar público?”, questiona.
Autora do livro recém-lançado “Como Criar Filhos na Era Digital” (ed. Fontanar, 220 pág.) a psicóloga britânica Elizabeth Kilbey diz que atende cada vez mais pais preocupados com o excesso de uso dos filhos. “Trabalho com crianças com quadros de ansiedade e tristeza porque acreditam que não são tão populares, bonitas ou magras quanto seus amigos nas redes socias.”

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Quando der um celular para criança, deixe claro que ela não pode usá-lo como quiser. Desde o começo, estabeleça regras e monitore o uso.

Para a filósofa e escritora Tânia Zagury, os pais dessa geração, que convivem com a tecnologia há bastante tempo, acham que não há problema em deixar o filho entrar nas redes sociais precocemente.

“As crianças só têm acesso porque os pais possibilitam. Eles tendem a achar que seu filho é mais maduro do que realmente é”, diz ela, que lançou em 2017 o livro “Os Novos Perigos que Rondam Nossos Filhos” (Rocco, 192 págs.).

Segundo os especialistas, a solução não é proibir ou demonizar as redes. É orientar as crianças para que saibam navegar de forma saudável e segura nesse ambiente. E, uma vez que elas tiverem um perfil, monitorar seu uso.

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