Relatório do Ministério da Justiça Japonesa sobre os números de estrangeiros (em japonês)
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Relatório do Ministério da Justiça Japonesa sobre os números de estrangeiros (em japonês)
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Foi isso mesmo que você leu no título: apenas 8% das pessoas em idade de trabalhar são consideradas plenamente capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Ou seja, oito a cada grupo de cem indivíduos da população.
Eles estão no nível “proficiente”, o mais avançado de alfabetismo funcional em um índice chamado Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional). Um indivíduo “proficiente” é capaz de compreender e elaborar textos de diferentes tipos, como mensagem (um e-mail), descrição (como um verbete da Wikipedia) ou argumentação (como os editoriais de jornal ou artigos de opinião), além de conseguir opinar sobre o posicionamento ou estilo do autor do texto.
Também é apto a interpretar tabelas e gráficos como a evolução da taxa de desocupação (veja que tipo de gráfico é nesta notícia) e compreende, por exemplo, que tendências aponta ou que projeções podem ser feitas a partir desses dados.
Outra competência que o “proficiente” tem é resolver situações (de diferentes tipos) sendo capaz de desenvolver planejamento, controle e elaboração.
Numa situação ideal, os estudantes que completam o ensino médio deveriam alcançar esse nível — no Brasil, o ensino médio completo corresponde a 12 anos de escolaridade.
Para a professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Ana Lúcia Guedes-Pinto, essa defasagem reflete as desigualdades socioeconômicas históricas no país e aponta para a necessidade de mais investimento na educação básica e pública.
“Ainda não atingimos [bons] níveis de alfabetismo”, diz a docente do departamento de ensino e práticas culturais da Faculdade de Educação. “[Os proficientes] ainda é um grupo muito pequeno, de elite”, completa Guedes-Pinto.
Há cinco níveis de alfabetismo funcional, segundo o relatório “Alfabetismo e o Mundo do Trabalho”: analfabeto (4%), rudimentar (23%), elementar (42%), intermediário (23%) e proficiente (8%). O grupo de analfabeto mais o derudimentar são considerados analfabetos funcionais.
O estudo foi conduzido pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro) e pela ONG Ação Educativa. No conjunto, foram entrevistadas 2002 pessoas entre 15 e 64 anos de idade, residentes em zonas urbanas e rurais de todas as regiões do país.
Muitas pessoas me pediram para falar sobre a série 13 reasons why, enorme sucesso do Netflix que conta a história de uma jovem se mata depois de gravar fitas dizendo as razões para seu ato. Coincidência ou não, nesse mesmo período o tal desafio da Baleia Azul começou a ser comentado (no Brasil, porque a notícia é velha), trazendo para o primeiro plano o tema do suicídio entre jovens.
Infelizmente, contudo, as respostas fáceis fazem sucesso e rapidamente ganham ares de verdade, já que o raciocínio simplista é sempre preferido ao trabalhoso exercício de pensar. E assim, em vez de aproveitarmos o gancho para discutir seriamente o suicídio, criamos um pânico em torno de um seriado, de um jogo, de uma moda qualquer, como se elas fossem as culpadas pelo problema. Cacemos a baleia azul. Censuremos o seriado. Quebremos o termômetro para não ver a febre. Em que momento da vida o adulto fica tão distante do jovem a ponto de não ser mais capaz de compreendê-lo? Todo mundo sabe que os adolescentes são impulsivos, imaturos etc. Mas acreditamos mesmo que eles são tão estúpidos a ponto de se matar porque um jogo mandou? Ou porque viram na TV? Sério? Ou será que são pessoas já com alto risco de se matar que encontram nisso um estímulo final?
O suicídio é um grave problema no mundo todo – a cada 40 segundos alguém se mata no planeta. Entre os jovens, é a segunda causa de morte. E é nessa faixa etária que o comportamento mais cresce. Só que tudo isso já vem acontecendo antes de Baleia Azul, internet, Netflix, Hannah Baker ou youtubers. Na base de dados de mortalidade da Organização Mundial da Saúde é possível criar gráficos com vários tipos de informação. Eu pesquisei um pouco sobre prevalência de morte por suicídio entre pessoas de 15 a 24 anos nas últimas três décadas e montei o seguinte gráfico:

Ou seja, pelos menos desde meados dos anos 80 a taxa de suicídio nessa população praticamente só faz crescer. E vamos continuar achando que o problema é um jogo? O jogo, o seriado, as notícias espetaculosas, tudo isso pode sim contribuir para a morte de jovens. Desde que eles estejam doentes – estima-se que em até 90% dos casos de suicídio um transtorno mental esteja presente – e não se tratem.
Para um adolescente se matar, portanto, não existem 13 razões porquê. Existe praticamente só uma: nosso preconceito com os transtornos mentais. Sim, pois não basta ter depressão para cortar os pulsos – é preciso que essa dor seja negligenciada, estigmatizada. Isso aumenta a culpa de quem sofre, acrescentado mais camadas ao sofrimento. E de quebra ainda reduz a chance de procurar tratamento. Até que a angústia se torna insuportável. Aí sim, ver um seriado, receber um desafio, o que for, pode estimular a busca por uma saída trágica.
Matemos a baleia azul. Vetemos os seriados. Façamos o diabo. Mas enquanto não compreendermos que os transtornos mentais são sérios, são comuns e não são motivo de vergonha, facilitando o acesso ao tratamento de todas as formas possíveis, sempre haverá uma nova moda para empurrar quem está à beira do precipício.
Crédito: Ana Laura Kawabe/Alternativa – 21/04/2017 – Sexta, 14:49h

No Japão, um aumento entre as crianças brasileiras e estrangeiras de outras nacionalidades consideradas como sendo portadoras de necessidades especiais tem, pelo menos, provocado uma preocupação e o dever de se investigar o que, de fato, acontece. Em São Paulo, uma matéria dessa semana provocou a mesma preocupação.

Entitulada de “Autista, não: imigrante”, a matéria do Estadão, que, mantendo as devidas proporções, retrata de forma semelhante a história de uma menina síria que vive em São Paulo. Você pode acessar a matéria completa clicando aqui. (é preciso ter cadastro no Estadão para ler o conteúdo).
Confira o documentário completo “Brasil no Japão” Legendado em Portugês e Japonês.
No última sábado, dia 18, estivemos visitando a Pinacoteca no bairro da Luz. Para a grande maioria que não conhecia o local, foi uma experiência muito interessante. Ficaram todos admirados com o que viram. Depois da visita demorada, fomos todos ao Parque da Luz onde tivemos um “pique nique”, com lanchinhos preparados pela equipe. Embora estejamos no início das atividades semestrais, e a participação não ter sido muito grande, tivemos uma manhã bem gostosa e proveitosa.
Confiram nas fotos.
O Carnaval não é uma festa exclusiva do Brasil, mas com certeza é o de maior expressão no mundo. E se temos o carnaval de maior expressão, certamente que o Asakusa Samba Carnival é o segundo maior. Acontecendo sempre no último sábado de agosto, no bairro de Asakusa em Tóquio, o evento conta com 18 escolas de samba e mais de 5000 sambistas e passistas.

Refletindo os laços próximos com o Brasil, que tem a maior comunidade japonesa fora do Japão, o evento conta com carros alegóricos, bateria de samba e, claro, sambistas emplumadas. O evento acontece entre as 13h00 e 18h00.
Assim como no Rio e em São Paulo, o Asakusa Samba Carnival acontece na rua, para ser mais exato, na Kaminarimon Dori, a rua que passa em frente ao portão Kaminarimon e o tamanho do “Sambódromo” improvisado é médio, 5 a 6 quadras e o evento fica ainda mais interessante se visto próximo à bancade juris, onde os passistas mostram todo seu entusiasmo.

Começou no final de agosto de 1981 e desde então tem sido realizados todos os anos, exceto em 2011 quando o festival foi cancelado devido ao impacto do grande terremoto de Tohoku. O objetivo do festival era celebrar e fortalecer o elo existente entre a comunidade japonesa e brasileira, cujos laços se iniciaram a partir do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação em 1895 e logo depois com o início da Imigração Japonesa no início do século passado.

Parte desta matéria foi retirada da matéria de Silvia Kawanami, do site www.japaoemfoco.com

O 20º Festival do Japão de São Paulo será realizado nos dias 07, 08 e 09 de julho de 2017, novamente no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo, com o objetivo de preservar e divulgar a cultura japonesa e transmitir as tradições para as novas gerações, representando as 47 províncias que compõem o país.
Nesses três dias, o evento reunirá cerca de 150 mil pessoas, apresentando shows musicais, atrações culturais, danças típicas, culinária regional tradicional das províncias japonesas, exposições culturais, workshops, cerimônia do chá e atividades gratuitas para as crianças, jovens, adultos e idosos.
Este ano, será feita uma homenagem aos 20 anos de realização contínua do evento, celebrando com as associações, os voluntários, os patrocinadores, os apoiadores e o público do evento.
Com o tema “20 Anos de Integração, Harmonia e Cultura, que incluem você!”, o evento relembrará toda a trajetória do FESTIVAL DO JAPÃO, desde o nosso início simples na Marquise do Ibirapuera, até os dias atuais, com estrutura de megaevento e pleno reconhecimento da sociedade e dos órgãos públicos.
PRINCIPAIS ATRAÇÕES
Culinárias típicas regionais – representando as 47 províncias do Japão
Cultura – oficinas, workshops e demonstrações culturais abertas ao público
Exposições – ikebana, cerimônia do chá e exposição do tema do evento
Shows – música, shows, teatro, bon odori, danças folclóricas e taiko (tambores)
Artes Marciais – demonstrações e workshops das principais escolas
Área das Crianças – oficinas gratuitas de cultura e recreação
Área da Terceira Idade – atividades culturais e práticas para vida saudável
Miss Nikkey Brasil – final nacional com representantes de todo Brasil
Cosplay – Akiba Cosplay Summit, reunindo os melhores cosplayers do País
Em breve mais informações sobre ingressos e caravanas!